fbpx Reforma - professores entram em estado de greve contra 22
06
agosto 2020
       

Professores entram em estado de greve contra reforma de Bolsonaro, 22

Professores da rede estadual de ensino aprovaram hoje (22), em assembleia, estado de greve contra o projeto de “reforma” da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que dificulta o acesso à aposentadoria. A paralisação será definida em 26 de abril, após encontros regionais promovidos pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A decisão foi tomada em ato neste Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, que lotou a Praça da República, no centro da capital. 

Logo no início da tarde, centenas de professores já ocupavam a praça, na região central da capital paulista. Além de rechaçar o projeto de Bolsonaro, eles exigem um reajuste salarial de 14,54% para a categoria. Já por volta das 16h, a organização anunciou o número de 15 mil servidores que tomavam as ruas do entorno da praça. A Apeoesp, que pretende unificar o movimento com outras categorias, anunciou ainda construir com as centrais uma greve geral nacional dos trabalhadores de educação.

Professores entram em estado de greve contra reforma de Bolsonaro e por reajuste
Professores preparam greve contra a reforma

Outro ponto abordado pelos professores foi o lançamento da campanha “Livros Sim, Armas Não”, contra a política armamentista de Bolsonaro, que tenta facilitar o acesso dos cidadãos às armas de fogo. “Não queremos a militarização das escolas, queremos mais funcionários, queremos equipes multidisciplinares e mais professores”, disse a presidente da Apeoesp, a deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel.

Reforma chilena

Bebel convidou um professor chileno para participar do ato. Bolsonaro está no país latino, e diz se espelhar na previdência do país, que é privada e capitalizada. Raul Dervia afirmou que “essa reforma que querem passar no Brasil foi imposta no Chile há 40 anos pela ditadura de Pinochet”, que tomou o poder em 1973 e mudou o sistema em 1981. “No Chile não existe seguridade social, existe capitalização individual. Não devem permitir que aprovem essa reforma aqui. Os salários dos aposentados no Chile não os permite viver. É um quarto de um salário mínimo, em média. Ninguém vive assim”, disse.

“Esta reforma ataca frontalmente a classe trabalhadora. Ela pega especialmente as mulheres. Teremos de contribuir 40 anos, isso é a morte de todo o trabalhador. Precisamos de um plano econômico, de emprego. Precisamos da valorização do salário mínimo. Não precisamos de reforma da Previdência. Por isso, vamos barrar a reforma do Bolsonaro. Ele quer fazer bonito para os banqueiros e empresários, mas no nosso lombo”, acrescentou Bebel. Com o fim da assembleia, os trabalhadores seguiram em passeata até a Avenida Paulista, onde foi realizado um ato unificado contra a reforma. 

Fonte: RBAh

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