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28
setembro 2020
       

“Quando era jogador, um empresário praticamente aniquilou a minha carreira”

Num bate papo animado e descontraído, o ex- jogador profissional, campeão estadual pelo CSA de Alagoas, Aílton José de Sousa – formado em Educação Física pela UFPR, hoje treinador de base, falou  em especial para o blog do Márcio Nato sobre a conjuntura atual do futebol.

No podcast com o jornalista, Ailton detalhou sobre a forma como atualmente trabalhar com a garotada, abordou o momento atual do futebol brasileiro e ainda, encontrou dificuldades de escolher, montar e escalar um elenco para compor o time que gostaria de treinar

Ouça o Podcast

Em busca de um sonho

Ele passou a escrever a história no Figueirense, Brusque e outros times de estados importantes do Brasil

Ailton, hoje com 57 anos, começou a carreira como jogador profissional aos 19 anos, na categoria de base do São Paulo. Em busca de um sonho de menino, ele conta que deixou os pais e “zarpou” rumo a cidade da garoa. “Sai do Mato Grosso do Sul e fui tentar a sorte no São Paulo”, lembra.

Na dita “peneira”, o atacante surpreendeu a comissão técnica do tricolor paulista, foi aprovado e passou a integrar o time de aspirante do São Paulo Futebol Clube, no início dos anos 80.

Permaneceu no time da capital paulista até o fim da temporada de 1981, após se profissionalizar, o jogador seguiu para outros times importantes do Brasil.  À partir de 1982, ele passou a escrever a história em times como Sergipe, Barretos e Figueirense – SC, times expressivos na década em suas regiões.

Mas a consagração como jogador profissional veio em Alagoas, onde que jogando pelo CSA, o atleta foi um dos responsáveis pela impecável campanha que levou a equipe a conquista do campeonato Alagoano de futebol. “Joguei as últimas partidas lesionado, antigamente não se tinha a tecnologia que se tem hoje, esse meu esforço acabou me prejudicando, mas ao menos consegui ajudar o meu time a ser campeão”, destaca Ailton.

Conhecido pelos times que passou como o “rei das assistências”, o jogador conta que na carreira como profissional converteu poucos gols, mas o apelido dado pelos colegas de garçom fazia jus.

“Quando jogava na base eu era artilheiro, quando fui para o profissional penava para fazer gols. No entanto, sempre tive a destreza de deixar os meus companheiros em condição de finalizar”, ressalta.

Ele também revela que, após o título clubes grandes do Brasil o procuraram, mas o seu empresário acabou travando tudo. “Ele queria muito dinheiro, ficou travando as negociações, o tempo passou e acabei ficando para trás. Ele praticamente aniquilou a minha carreira”, lembra.

De jogador a treinador – Transição

“Quando era jogador, um empresário praticamente aniquilou a minha carreira”

Depois de passar por times importantes de alguns estados brasileiros, Sergipe, Operário, Comercial e Brusque de SC, aos 32 anos, por motivo de lesões seguidas, o ponta direita pendurou as chuteiras.

Ailton que também é formado em educação física, continuou atuando nos gramados, mas agora como técnico.

Como técnico, no currículo do profissional há também clube importantes como o Operário – Fantasma de Ponta Grossa – PR, onde comandou a categoria de base. Grecal – equipe da série C do PR, Associação Evangélica de Goiás, time da série do Estado, Pires do Rio também de Goiás, mas que disputa a série C.

Por último da liga paulista, ele comandou o Jalesense de São Paulo.

De volta Capital do Paraná, por meio de um amigo, hoje seu sócio, ambos resolveram investir na garotada e abriram uma escolinha com a bandeira do Furacão.

Ex-jogador fala sobre a vida de treinador
Muitos clubes me queriam quando fui campeão Alagoando, mas o meu empresário praticamente aniquilou todas as minhas chances

“A convite do meu grande amigo Mesquita, começamos esse trabalho que já está nos rendendo frutos, graças a Deus, e ao nosso trabalho sério, já tivemos a graça de encaminhar alguns desses meninos para avaliação e muitos passam e dão continuidade como atletas de grandes equipes do Brasil”, cita com orgulho.

Apesar de ter tido sucesso em seus trabalhos, o técnico faz questão de lembrar que nem tudo em sua vida foi um rio de águas doces. “Passei maus momentos, tive situações desesperadoras, tudo movido por minhas péssimas escolhas e hoje tento ajudar meus comandados a não cometerem os mesmos erros que os meus”, explica.

O treinador afirma que o tempo foi um ótimo professor, disse que por muitas vezes a teimosia o fez cair em lugares escuros, mas ressalta que teve tranquilidade para pensar e encontrar uma saída.

“Muitas das vezes minhas escolhas, teimosias me levaram por caminhos escuros, mas graças a Deus sempre tive bons amigos que me ajudaram a ter tranquilidade para encontrar o caminho certo e voltar a caminhar”, conta.

Não é só futebol

Alunos da escolinha comandados por Aílton

O ex atleta reafirma que faz questão de passar suas experiências boas, ou ruins, para os meninos. Ele acredita que desta forma possa evitar um reprise de seus erros na vida dos garotos.

Destaca que em sua escolinha, as crianças não aprendem só a técnica e os fundamentos do futebol, mas, sim, recebem também, uma dosagem importante de vivência para aplicarem no decorrer dos anos de suas jovens vidas 

“Aqui eles não aprendem só futebol. Nós trabalhemos também a questão disciplinar, o respeito ao colega, ao adversário aos pais e familiares e claro, alerto a todos sobre os perigos que surgem em nossa vida, temos que ouvir quem nos ama e ponderar as decisões e ficarmos atentos a todas as ciladas disfarçadas de oportunidades. Conto para eles minhas histórias na tentativa de ajudar que eles não cometam erros iguais aos meus”, finaliza.

No podcast, Aílton detalhou mais sobre a forma como trabalhar com a garotada, abordou a conjuntura atual do futebol e ainda com dificuldade de escolher e montar um elenco, disse quais jogadores irão compor o seu time. Ouça esse divertido bate papo.

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