03
junho 2020
       

Por que o meu primeiro relacionamento não deu certo?Anos 80

Você já parou para pensar o porquê de muitos relacionamentos não dão certo? Você já teve aquela sensação de ter encontrado a mulher, ou o homem, dos seus sonhos e de uma hora para outra acordar como se tivessem te jogado um balde água fria?

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Por que muitos casais promissores fracassam e os relacionamentos naufragam? Por que o que era belo fica feio e o que era claro fica escuro?

Você quer saber o porquê de muito sonhos encantados, perderem o encanto? O que faz o céu que, até então, era azul, ficar cinzento?  E quando os relacionamentos fracassam e o amor dói no peito? Essa dor demora passar, né?

No artigo de hoje, Eu   vou compartilhar com você a minha primeira experiência, fracassada claro, no mundo do “amor”.

Por que o meu primeiro relacionamento não deu certo?
Porque Fracassam?

Falarei tudinho para que você não cometa os mesmos erros que os meus e não saia como o tonto da história, ainda mais se você for marinheiro de primeira viagem.

Preste atenção, pois vou deixar tudo muito bem esplando para que você não cometa as mesmas tontices que as minhas e tenha como prêmio, já de cara, o primeiro relacionamento fracassado, ok?

Ah! Não importa se você é homem, ou, mulher! Sim, não importa mesmo! Porquê? Ora, somos todos seres humanos e como humanos somos munidos de sentimentos. Sentimentos esses que precisam ser trabalhados para que assim, possamos ter e usufruir de relacionamentos saudáveis .

Meu primeiro relacionamento

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“Eu vou ocultar o nome da dita cuja, para que eventualmente não tenha que responder quaisquer processos legais”

Vou começar contando para você sobre o início dos meus fracassos e isso ainda, na pré-adolescência – prometa que não dará risadas, pois se rir eu paro. Hei! Já está se abrindo porquê? Vou parar de escrever….

Pois bem, vamos lá! A primeira vez em que senti esse sentimento danado chamado “amor”, em meu frágil coração, eu era só uma criança. Uma criança com uns 10 para 11 anos de idade e quem sabe um pouco menos. E vejam só, já estava interessado em me envolver num romance, (risos).

Eu vou ocultar o nome da dita cuja, para que eventualmente não tenha que responder quaisquer processos legais. Você sabe que, no mundo do politicamente correto, tudo é motivo de ação indenizatória. É meu amigo (a), nos dias atuais, relacionamentos náufragos podem gerar ações indenizatórias. Fica a dica!

Mas, no entanto, todavia, plurilateralmente falando, não posso deixar a minha primeira algoz, aquela que me nocauteou e quase destruiu a minha esperança de amar, sem um nome certo? Então,  vamos batizá-la  com um codinome bem bonito e diferente.

O que vocês acham de: “Aniquiladora de Sonhos“? É, sim! Aniquiladora de sonhos sim, pois essa malvada destroçou o meu coração ainda virgem!  Você logo, logo, vai parar de sentir pena e de se condoer por causa dela. Já, já, eu garanto!

Amizade Na Década de 80

Com essa moeda comprava-se um chiclete?

Então, sem mais delongas e conversas paralelas, vamos aos fatos: A década era à de 80, e o ano poderia ser entre 1986, ou 1989.  Quando, perto da minha casa, veio morar uma família. O chefe daquela família, era amigo do chefe da minha família, nesse caso o meu pai.

Naquele dia, eu vi a “Aniquiladora  de Sonhos” pela primeira vez. Eu a vi quando fui na casa dela com meu saudoso coroa para dar as boas vindas ao novos vizinhos. Sinceramente, era melhor que não tivesse ido. Mas já que fui, hoje, rola essa história.

Então meu povo, a “marvada” estava sentada numa cadeira de balanço na varanda de sua nova casa e do nada, sem mais e nem menos, ela abriu um sorriso lindo para mim. E não foi qualquer sorriso, tá? Foi àquele de parar o trânsito, se lá tivesse trânsito.

Como me senti? A bolacha do meio do pacote, pois vocês sabem  que a primeira e a última sempre são amassadas e esfareladas. Às vezes, nem dá para consumir, tem que jogar fora mesmo.

Mas à partir daquele instante,  aquela menina tomou o meu coração. Todos os dias, passei  a andar de bicicleta e fazia justamente questão de transitar na rua em que ela morava. Porquê? Ora bolas, para que ela me visse, para que eu a visse, afinal de conta eu estava me sentindo TOP!!!

Buscando envolvimento…

“Pensem, um menino tentando buscar uma forma de envolvimento  com àquela que ele considerava sua princesa!” 

E como se não o  bastasse, comecei a escrever cartinhas para ela. É, vale a pena lembrar que, na década de 80,  não havia essas facilidades de relacionamentos em  Redes Sociais como se tem hoje e nem se quer existia o WhatsApp, ou seja, tudo era muito rústico e manual. Bons tempos aqueles, tempos que fazia a gente exercitar o pulso.

Por falar em exercitar pulsos, ele já estava dolorido de tanto elaborar cartas e mais cartas para a Aniquiladora. Pensem, num menino tentando buscar uma forma de envolvimento  com aquela que ele considerava sua princesa!  No entanto, amigo, devo destacar que, todas as tentativas de comunicação, via postal,  falharam.  Porquê?

“O homem de calça, boné azul e blusa amarela”

Simplesmente porque eu nem sabia  como fazer com que àquele papel chegasse ao homem de calça, boné azul e blusa amarela. Embora o “Borracha”, o homem do correio, fosse uma pessoa de relacionamento fácil e amigável, eu tinha vergonha de pedi-lo que entregasse a minha correspondência para a Aniquiladora.

Gente, a minha história com àquela menina, resumia-se em: Eu querendo me relacionar com ela e ela nem aí para mim! E durante algum tempo, foi assim que esse ônibus andou.  Foi  quando percebi que os relacionamentos que nem começaram fracassavam e o tal do amor dói no peito.

Porque mesmo que eu quisesse, parecia que o coletivo que ela embarcava nunca vinha em minha direção. Eu estava numa terra rapsódia!

Na Sala de Aula

“Ela já sabia há tempos que eu era gamado nela”

No colégio, uma vez, ela até se sentou perto de mim. Aí eu pude deixar um bilhetinho no caderno dela, eu não ia perder a chance, certo? No outro dia, ela me devolveu dizendo que logo faria aniversário e que gostaria muito que eu fosse e ainda, acrescentou que poderíamos dançar juntos.

Mano, fui a saturno e voltei em menos de dois segundos! 

Finalmente  os ventos medievais estavam soprando a favor do meu barquinho a vela. Na verdade, na verdade, ela já sabia há tempos que eu era gamado nela, ela estava esperando ação de minha parte,  mas não que eu não tivesse tentado. O que acontece é que, até àquele momento, todas as minhas investidas tinham sido frustradas.

Finalmente chegou o dia do dito aniversário,  coloquei a minha melhor roupa – mamãe quem escolheu. Penteei o meu cabelo, levantei a gola da camisa e fui para aquela festa me sentindo um rei. 

Naquele dia, eu era o menino mais lindo da minha rua. O dono do pedaço, a minha autoestima estava lá em cima, nada e nem ninguém poderia me abalar. Ou poderia?

O fato é que aquele dia eu era o garotinho mais feliz do mundo, a garota que eu mais “amava” ia dançar comigo. Eu estava exuberante, me sentindo único, super poderoso, o meu sonho ia se realizar…

Na hora da Festa

“Ela trajava um vestido longo lindo, a cor era azul bebê”

Cheguei na casa dela e de longe a avistei. Ela estava glamourosa, linda de viver, realmente uma legítima princesa do reino do meu coração.

Ela trajava um vestido longo lindo, a cor era azul bebê. Calçava os sapatinhos salto alto combinando em rico detalhe com o vestido, na cabeça ela tinha uma tiara, autenticando o seu posto de princesa ao luar.

Na cintura, tinha uma faixa dourada fazendo jus a sua preciosidade em pessoa. Eu estava empolgado, dentro de algumas horas eu poderia estar a dançar com ela, afinal ela havia dito que, “poderíamos dançar juntos”.

Ela me deu um oi, meio que despretensioso, nesse momento aproveitei e entreguei nas mãos dela o presentinho que havia comprado. Ela sorriu, no entanto , sem muito interesse, agradeceu por educação e foi atender aos demais convidados.

E assim, o tempo foi passando. Uma música terminava e logo outra iniciava, acabava um lado do LP, trocava-se o disco, ou, então, virava para o Lado B. Se fosse o K7, a mesma coisa…

Lembrem-se, estávamos na década de 80, ainda não exista CD, Pendrive, nada do que estamos acostumados nos dias de hoje.

Então, finalmente chegou a hora de partir o bolo. O bolo tinha mais ou menos um metro de altura. Apagaram-se as luzes, todos cantamos parabéns para você, soprou-se e extinguiu-se o fogo das velas.

Os “refletores” voltaram a clarear o ambiente, ela deu o primeiro pedaço de bolo para os pais, dançou a dança especial com o pai e da hora que lhe entreguei o presentinho, do “oi” despretensioso, o “obrigada”, por educação, até o fim da festa, foi a única coisa que recebi dela.

A desgraçada (risos), dançou com inúmeros coleguinhas, mas nem se quer se aproximou de mim, ou dos garotos que estavam ao meu redor no ambiente da festa dela. Não me liguei no “poderíamos” que ela falou né?

Fui para casa com o coração partido, determinado a apagá-la definitivamente do meu convívio sentimental. E sabe, eu realmente fiz isso!

A mesma moeda

Foi assim durante algum tempo”

Passei a ignorar a “Aniquiladora de Sonhos”. No caminho do colégio, não ia mais no grupinho de amigos que antes todos juntos caminhávamos a passos largos .

Na sala de aula, troquei de lugar para que ela não mais ficasse no meu campo de visão, fui sentar lá trás. Mas a professora não me permitiu ficar muito tempo por lá, eu tinha dificuldade de enxergar as escritas no quadro negro, eu não era tão alto (risos).

Mas de qualquer forma, dei a ela o mesmo desdém e desprezo que recebi. Se ela olhava para mim, eu virava o rosto, se ela se aproximasse de onde eu estava, eu trocava de lugar. Paguei na mesma moeda!

Foi assim durante algum tempo. Até que um dia, ela veio se desculpar comigo pelo que tinha feito no dia do aniversário. Ela me contou que tinha dito a algumas amigas que queria dançar comigo na festa, mas elas encheram a cabeça dela dizendo que eu era um menino muito feio e fomentaram que, se ela dançasse comigo, se tornaria feia também.

Sinceramente, não sei o que foi pior. Ouvir àquilo, ou a desilusão do dia da festinha. Bem, de qualquer forma, eu a desculpei e apenas disse: “Cada um oferece o que tem e só demonstra em atitudes e gesto a pessoa que é”.

Depois de um tempo, ela foi embora de nossa localidade, nunca mais a vi.

Na conversa em questão, ela chegou a dizer que gostava de mim, mas se deixou manipular pelas línguas alheia que nos cercam todos os dias. Eu nem sabia que falavam, ou o que pensavam, de mim…

O meu “primeiro” relacionamento não deu certo, já por fofocas, isso em plena década de 80. E eu nem sabia que isso existia. O que eu tenho a dizer? Cuide bem do seu amor para que fofocas não o destrua também.

Até a próxima pessoal!

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