03
junho 2020
       

O que resta é 100% solidão

Solidão -Espere carregar o play e ouça o Podcast

Solidão – As estrelas brilham intensamente trazendo alegria a um céu escuro e sombrio, a noite é convidativa a extrapolação dos mais variados e desconcertos dos sentimentos errôneos.

Ao longe,  contempla-se uma casa de espetáculo onde está o artista preferido daquela multidão.

Freneticamente as pessoas gritam, e aplaudem, ao ouvir o seu nome.  Ao vislumbrarem a sua presença no palco, o delírio é total…

Os holofotes mostram um brilho supérfluo da roupa iluminada do artista, brilho tal que encanta o público presente.

Se parar  para observar melhor vemos pessoas felizes, contentes, e até mesmo, alegres, que estão envolvidas no calor da sensação daquele instante.

Mas ao olhar mais caprichosamente, contemplo essas pessoas segurando em sua mão uma lata de cerveja, outras com um cigarro entre os dedos, e algumas mais com outros tipos de entorpecentes que trazem alegrias momentâneas.

Estão ali, homens, mulheres, jovens e alguns adolescentes…

Eles cantam, pulam, vibram, muitos afogam, por um dado tempo, os seus problemas nas batidas exaustivas do som daquela música eletrônica, ou,  quem sabe ainda, afogam as mágoas no fundo de um copo de bebida.

O show termina e as batidas param, aquele artista se foi… 

Solidão no apagar das luzes

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As luzes se apagam, o que resta é a solidão da dor na alma

Agora as luzes se apagam. 

Muitas das pessoas que estão ali presente logo percebem a tênue de sua realidade, sabem que os problemas que foram submersos aos delírios rapsódicos de um poema mal acabado, logo voltarão a aflorar.

Quando as luzes se apagarem não haverá mais a quem recorrer, quem cuidará da multidão que agora anseia por uma solução sólida e permanente?

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para aliviar sua alma

O que resta depois que as luzes e holofotes se apagam, são apenas dores de cabeça e a ressaca de uma noite agitada.

E muitos, depois disso tudo, retornam para a solidão da alma, que é atormentada por um coração contrito que grita em busca de uma solução definitiva.

Mas é só isso que sobra para aqueles que conseguem retornar para suas casas. Para os que conseguem, de maneira “heroica”, voltar para a segurança do lar.

Há outros que ficam mergulhados na decepção do constrangimento, a mercê da agonia e da dor, ao perceberem que tudo que fizeram e presenciaram não passou de uma mera ilusão.

De volta a dor da Solidão

Uma noite eu fazia um show na praia de Itaóca – Espírito Santo. E ao descer do palco um jovem me perguntou: “Você é cristão? Pois, a tua musica parece de igreja.”

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algumas de minhas cações

Na época eu não era cristão, mas ia sempre quando podia a igreja.

No entanto, eu sempre tive a preocupação de escrever canções que pudessem, de certa forma, revelar ou despertar dentro de cada coração humano, um real sentido para vida.

Eu queira que a mensagem os submetessem e os levassem a refletir sobre o real sentido de estarem ocupando um espaço no mundo.

As músicas que ainda hoje, eu escrevo falam de amor. Falam de como valorizar e conquistar não de forma passageira, mas, sim, permanente a pessoa amada.

Queria deixar a mensagem de que, quando as luzes se apagassem, eles podiam ser sim, pessoas felizes! Sem a necessidade de recorrer a algo que os tirassem os sentidos e a consciência do pensar.

E principalmente, que essas pessoas soubessem que não precisavam mais viver e nem se permitir continua com uma vida envolta de solidão.

Elas precisam entender que há vida e vida com abundância, mesmo depois do apagar das luzes. Lembrem-se, ninguém precisa se desesperar e nem se entregar ao gosto profundo do fel.

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uma de minhas canções
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