17
fevereiro 2020
       

Lei do Silêncio salva menino em Curitiba

Policiais do 13º BPM, da 4ª Cia do Sítio Cercado, em atendimento a uma ocorrência de perturbação do Sossego, salvaram a vida do menino Cristofer Augusto Bueno de Lima, na Vila Osternack, em Curitiba.

Toda situação envolvendo os policiais, aconteceu no final do ano passado. A viatura ocupada pelo 2º Sargento Ferreira e o Soldado Luiz Antônio, realizava, no início daquela noite, o patrulhamento de rotina na região do Sítio Cercado, quando foram acionados para atender à um chamado de perturbação ao sossego.

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Bem, você deve estar se perguntando: “Mas como a polícia foi atender um chamado de perturbação ao silêncio, se ainda nem era mais de 22h?”

Acontece que, não existe nenhuma lei que permita um horário específico para que qualquer cidadão faça barulhos excessivos, promova algazarras e tire a paz e o sossego do vizinho.  Entendeu? Ou seja, meio dia, início da tarde, manhã, se alguém exceder o limite, você pode chamar a polícia! E foi o que alguém fez.

Mas mal sabia essa pessoa que, ao acionar o 190, estaria salvando a vida de uma criança.  Ah, e só mais uma coisa, sobre a perturbação ao sossego, o ato é considerado crime e além de multa, o criminoso pode ser preso.

 Ao chegar no local do chamado, os policiais realizaram o atendimento requerido. Tudo bem! Agora é só continuar o patrulhamento na região, certo? Errado! Mal sabia a dupla que, o dia 01 de dezembro de 2019, reservava-lhes muita emoção.

Lei do Silêncio salva menino

Ao pararem em frente a um mercado no bairro, para realizarem o Boletim de Ocorrência – B.O, os agentes da lei foram abordados por populares que, em desespero, gritavam que uma criança estava morrendo.

De imediato a viatura se locomoveu até o local, onde encontraram um menino já inconsciente e sem sinais de respiração.   “A criança estava se afogando na própria saliva”, conta o 2º Sargento Ferreira.

No entanto, após realizarem, corretamente, o procedimento de primeiros socorros, a criança volto a si. “Ele tossiu expelindo muita saliva e aos poucos foi retomando a consciência, mas continuava respirando com muita dificuldade e estava querendo convulsionar novamente”, relembra o soldado Antônio.

“A criança estava se afogando na própria saliva”

Ainda segundo os policiais, a mãe da criança em estado de choque e de forma desesperadora, pedia que salvasse a vida do filho. Vendo a fragilidade em que a criança se encontrava, os policiais estavam diante de uma difícil decisão: Chamam a ambulância do serviço de emergência, ou assumem a responsabilidade levando o menino de um ano e quatro meses para o Pronto Atendimento?

“Resolvemos assumir a responsabilidade, comentei com o soldado que se chamássemos a emergência, talvez, poderia ser fatal para o garotinho. Então, pusemos mãe e filho na viatura e saímos em urgência rumo a UPA 24h do Sítio Cercado”, explica o 2º Sargento Ferreira.

Ao chegar na Unidade de Pronto Atendimento, a criança recebeu os devidos cuidados médicos e foi submetida ao internamento. O médico responsável pelos primeiros atendimentos clínicos, ressaltou que, a atitude adotada pelos policiais foi crucial para que o garoto sobrevivesse.  

“Naquele momento, tínhamos que tomar uma decisão rápida e eu me coloquei como pai – e se fosse o meu filho? – Sei que corremos o risco, mas a gente corre risco todos os dias e a gente se arrisca. Então, esse risco valeu muito a pena”, conta o 2º Sargento.

De acordo com especificações do B.O, o laudo médico apontou que, a criança teve uma crise convulsiva febril. Isso é o que ocorre quando se ultrapassa os 40º de febre.

“Naquele momento, tínhamos que tomar uma decisão rápida “

Após ganhar alta e ir para casa, os dois policiais foram visitar a criança e levaram para ele duas viaturas de brinquedo como presente de Natal.

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